À Margem

José de Sousa Saramago (1922-2010), Prémio Nobel de Literatura em 1998.

José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga, concelho da Golegã. Após concluir o ensino secundário em Lisboa, e impossibilitado de prosseguir estudos por dificuldades financeiras, começou a trabalhar como serralheiro mecânico e exerceu ainda as profissões de desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, editor e tradutor, tendo colaborado também como crítico literário na revista Seara Nova e como comentador político no Diário de Lisboa (1972-73) e sido director adjunto do Diário de Notícias (1975). A partir de 1976 passa a viver exclusivamente do seu trabalho literário, primeiro enquanto tradutor e depois enquanto autor.

Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa, com títulos que vão de Memorial do Convento a Caim, passando por O Ano da Morte de Ricardo ReisO Evangelho segundo Jesus CristoEnsaio sobre a CegueiraTodos os Nomes ou A Viagem do Elefante.

No ano de 2007 foi criada em Lisboa a Fundação José Saramago que trabalha pela difusão da literatura, pela defesa dos direitos humanos e do meio ambiente, tomando como documento orientador a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

“O egoísmo pessoal, o comodismo, a falta de generosidade, as pequenas cobardias do quotidiano, tudo isto contribui para essa perniciosa forma de cegueira mental que consiste em estar no mundo e não ver o mundo, ou só ver dele o que, em cada momento, for susceptível de servir os nossos interesses.” (José Saramago)

Discurso de José Saramago na Cerimónia de entrega do Prémio Nobel da Literatura: 

Martin Luther King Jr (1929-1968), Pastor Baptista, Pacifista e Activista dos Direitos Humanos.

Martin Luther King conhecedor da profunda injustiça em que vivia a comunidade negra nos Estados Unidos, vítima de discriminação social e racial, iniciou, em 1955, um movimento de protesto e reivindicação que visava o reconhecimento dos direitos civis da população afro-americana. Inspirando-se em Mahatma Gandhi recorreu a métodos pacíficos de protesto, nomeadamente através da desobediência civil.

Um dos momentos simbólicos da sua luta foi a “Marcha sobre Washington”, em 28 de Agosto de 1963, uma manifestação pacífica que reuniu mais de 250.000 pessoas e na qual pronunciou um discurso inspirador, “I have a dream”, no qual descreve uma sociedade na qual negros e brancos possam viver em harmonia, prevalecendo a justiça, a paz e a liberdade.

Fruto da sua luta, em 1964, é aprovada a Lei dos Direitos Civis que garante, nos Estados Unidos da América, a igualdade entre negros e brancos. Nesse mesmo ano é agraciado com o Prémio Nobel da Paz em reconhecimento pelo seu papel no combate à desigualdade racial através da não violência.

A 4 de Abril de 1968, aos 39 anos, quando se preparava para mais uma marcha civil, foi assassinado a tiro por um supremacista branco.

No entanto o seu legado não morreu, as suas palavras e acções continuam a inspirar os defensores da igualdade de direitos.

“Quem aceita o mal sem protestar, coopera com ele.” (Martin Luther King)

Para saber mais: https://tvi24.iol.pt/dossier/50-anos-da-morte-de-martin-luther-king/5ac3babf0cf29778fd1ea9bd

STUPID BORDERS (Documentário)

“Repúblicas Mínimas”, projecto artístico de Rubén Martín de Lucas, vencedor do concurso Emergentes do Festival Internacional de Fotografia Encontros da Imagem 2018, em Braga.

Ver: https://vimeo.com/237301549

Durante um período contínuo de 24 horas, o fotógrafo espanhol  Rúben Martín de Lucas é o único habitante de um autoproclamado micro-estado de 100 metros quadrados cujas linhas limítrofes estão muito bem definidas e muito mal justificadas. São “estados ridículos, absurdos, (…) que nos convidam a reflectir sobre a natureza artificial e efémera de todas as fronteiras”, pode ler-se na sinopse do projecto Repúblicas Mínimas. “As fronteiras são fruto do nosso medo e imaturidade enquanto espécie”, justifica Rúben no vídeo, composto por várias séries fotográficas, visando questionar a ideia de nação: “Creio que um dia as fronteiras deixarão de existir e que as veremos como algo que fez parte do passado. Entretanto, decidi chamar a atenção para a nossa insensatez.” (https://www.publico.pt/2018/10/23/p3/fotogaleria/todas-as-fronteiras-sao-artificiais-e-efemeras-390747)

Contraluz “Backlight” (Filme)

Argumento e realização de Fernando Fragata. Produção: 2010.

Por vezes, quando o desespero põe em causa tudo na vida de uma pessoa, a única solução visível para terminar com o sofrimento parece ser terminar também a própria existência. Esta é a história de algumas dessas pessoas que, apesar da extrema descrença em que se encontram, vão acabar por compreender que o mundo não pára e que, por vezes, algo totalmente imprevisto pode mudar, para melhor, o curso das suas vidas. Agora, caberá a cada um usar isso a seu favor.

Ver: https://www.youtube.com/watch?v=dRTqFjflgto