De vão-de-escada (Janeiro 2019)

Dinamarca vai enviar migrantes indesejados para ilha remota

A Dinamarca pretende banir para uma ilha remota requerentes de asilo, cujos pedidos tenham sido rejeitados ou que tenham cadastro. Segundo Martin Henriksen, deputado do Partido Popular Dinamarquês, uma formação anti-imigração que apoia o Governo de centro-direita, a iniciativa do executivo “é um sinal para todo o mundo de que a Dinamarca não é atrativa” para migrantes. (…) A isolada ilha de Lindholm foi, até ao verão passado, um local de experiências laboratoriais do Instituto de Veterinária do Estado, que estava a investigar doenças animais contagiosas. O plano, adotado na sexta-feira pelo Governo e pelo Partido Popular Dinamarquês (…) consiste em descontaminar a ilha desabitada e criar instalações para migrantes para alojar cerca de 100 pessoas em 2021. (Jornal de Notícias, 4 de Dezembro de 2018)

“Toda a pessoa sujeita a perseguição tem o direito de procurar e de beneficiar de asilo em outros países”(Artigo 14º da Declaração Universal dos Direitos Humanos)

VOX, cinco anos à espera de poder gritar “os espanhóis primeiro”

O partido defende a anulação da Lei de Género, a eliminação da “política de quotas que humilham as mulheres” e perseguição das denúncias falsas de violência doméstica, um flagelo, responsável pelo aumento do suicídio entre os homens e, por isso, um verdadeiro “genocídio” ou “holocausto lento”.  (Sofia Lorena, Jornal Público, 5 de Dezembro de 2018)

* Desde 2003 foram mortas cerca de 945 mulheres em episódios de violência doméstica em Espanha (https://www.rtp.pt/noticias/mundo/espanha-leis-mais-claras.para-julgar-violencia-sexual_n1086756)

** As denúncias falsas são 0,01% num país em que todos os anos dezenas de mulheres são mortas pelos seus companheiros (Público, 5 de Dezembro de 2018).

 “Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança  pessoal.” (Artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos)

Chineses tapam protesto pela libertação do Tibete

Uma minimanifestação de activistas pelo Tibete livre foi abafada quando tentava levantar bandeiras daquele território ocupado na Rua de Belém, durante a passagem da Comitiva chinesa entre a Praça do Império e o Palácio de Belém. Houve encontrões e troca azeda de palavras e até a intervenção de um segurança da comitiva chinesa que mandou chamar a polícia portuguesa. (…) elementos da segurança chinesa fotografaram os portugueses, mas impediram os portugueses de os fotografar. (Leonete Botelho, Jornal Público, 5 de Dezembro de 2018)

“Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão”.(Artigo 19.ºDeclaração Universal dos Direitos Humanos)