À Margem (Fevereiro 2019)

Filme: “Eu, Daniel Blake” de Ken Loach, 2016.  Palma de Ouro no Festival de Cannes

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=ob_uqy1aouk

Sinopse

Daniel Blake, um viúvo de 59 anos, trabalhou como marceneiro durante a maior parte da sua vida em Newcastle. Diagnosticado com um grave problema de coração, tem indicação médica para deixar de trabalhar. Pela primeira vez, precisa de ajuda do Estado, vendo-se enredado numa burocracia injusta e constrangedora. Apesar do esforço em encontrar um modo de provar a sua incapacidade, parece que ninguém está interessado em admiti-la. O seu caminho cruza-se com o de Katie, mãe solteira, e as suas duas crianças, Daysy e Dylan. Para escapar à vida numa residência para sem-abrigo em Londres, a única hipótese de Katie foi a de aceitar um apartamento numa cidade que ela desconhece, a 300 milhas de distância. Daniel e Katie encontram-se na terra de ninguém, apanhados pela burocracia da Segurança Social…

Um filme para ver, refletir e até mesmo traçar um paralelo com a realidade nacional.

“Eu, Daniel Blake, sou um cidadão, nada mais, nada menos.”(Frase final do filme)

Livro: “Fascismo, Um Alerta”, Madeleine Albright(2018, Clube do Autor S.A.)

Sinopse

Nesta obra dedicada “Às vítimas do fascismo no passado como no presente e a todos os que combatem o fascismo nos outros e em si próprios”, Madeleine Albright, partindo da sua experiência pessoal e na sua longa carreira de diplomata, analisa a emergência do fascismo no século XX, alerta para os problemas do seu legado e explica as lições que devemos aprender para que a História não se repita.

Sobre a autora

Madeleine Albright nasceu a 15 de Maio de 1937 em Praga, na antiga Checoslováquia. De origem judia, foi educada na religião católica pelos pais, convertidos ao catolicismo para tentarem escapar à perseguição nazi. Em 1939, a família refugiou-se em Inglaterra, regressando depois da Segunda Guerra Mundial ao país de origem. Em 1948, com a tomada de poder dos comunistas na Checoslováquia, emigraram para os Estados Unidos da América. Madeleine Albright recebeu a cidadania norte-americana em 1957.

Durante o primeiro mandato presidencial de Bill Clinton, Albright foi nomeada embaixadora dos Estados Unidos da América junto das Nações Unidas, o seu primeiro posto diplomático, que exerceu entre 1993 e 1997. Nesse ano, início do segundo mandato do presidente Clinton, foi nomeada Secretária de Estado, a primeira mulher a ocupar, até então, tão alto cargo numa administração norte-americana. Actualmente, Madeleine Albright é presidente do National Democratic Institute For International Affairs, instituição sem fins lucrativos que trabalha para a promoção e desenvolvimento da democracia no mundo.

“Porque estão tantas pessoas em lugares de poder a tentar minar a confiança da opinião pública nas eleições, nos tribunais, nos meios de comunicação e – questão essencial do futuro da Terra – na ciência? Porque se permitiu que se abrissem brechas tão perigosas entre ricos e pobres, cidadãos urbanos e rurais, os que têm cursos superiores e os que não têm? Porque abdicaram os Estados Unidos – pelo menos temporariamente – da liderança dos assuntos mundiais? E porque, estamos, já bem entrados no século XXI, de novo a falar de fascismo?” (Madeleine Albright Fascismo, Um Alerta, p.21)

“Há quem possa considerar alarmistas este livro e o seu título. Ainda bem. Devemos estar conscientes do assalto aos valores democráticos que tem ganho força em muitos países e que está também a dividir a América. A tentação de fechar os olhos e esperar que o pior passe é poderosa, mas a história diz-nos que, para a liberdade sobreviver, ela tem de ser defendida, e que se as mentiras o impedirem, elas têm de ser denunciadas.”(Madeleine Albright Fascismo, Um Alerta, p.304)

Ver: https://www.youtube.com/watch?v=I27X9L8rReo

Para saber mais:

http://visao.sapo.pt/actualidade/mundo/2018-10-27-Madeleine-Albright-O-fascismo-instala-se-quando-as-pessoas–se-convencem-de-que-ninguem-e-de-confianca

https://www.dn.pt/cultura/interior/madeleine-albright-teme-regresso-do-fascismo-e-alerta-para-o-perigo-trump–9866422.html

Prémio Pessoa 2018 : Miguel Bastos Araújo –  especialista em biogeografia, um dos maiores especialistas mundiais em alterações climáticas e biodiversidade.

Miguel Bastos Araújo nasceu na Bélgica e licenciou-se em 1994 em Geografia e Planeamento Regional (na Universidade Nova de Lisboa). Em 1996 obteve o mestrado em Conservação, no University College, em Londres, onde completou também o doutoramento em Geografia, em 2000. É investigador-coordenador no Museu Nacional de Ciências Naturais (parte do Conselho Superior de Investigação Científica em Madrid, Espanha), investigador-coordenador convidado na Universidade de Évora e professor catedrático convidado na Universidade de Copenhaga e no Imperial College de Londres.

Coordenou e participou em dezenas de projectos científicos na area dos impactos das alterações climáticas, tendo ainda sido responsável pela produção de relatórios sobre os efeitos das alterações climáticas na biodiversidade para os governos espanhol e português.

Em Novembro de 2018 foi também galardoado com o Prémio Ernst Haeckel atribuído pela Federação Ecológica Europeia. A sua investigação, desenvolvida no âmbito de redes em Portugal, na Dinamarca e em Espanha, tem sido essencial para definir melhores práticas para a modelação das alterações da biodiversidade, através do tempo e do espaço, e para avaliar as consequências das actividades humanas na natureza.

 A extinção das espécies actuais começa quando o ser humano muda os ciclos geoquímicos da atmosfera e das correntes oceânicas (…). O homem é uma espécie muito bem sucedida que pode acabar a morrer por causa do seu próprio sucesso”. (Miguel Bastos Araújo)

Ver: https://sicnoticias.pt/pais/2018-12-14-Vencedor-do-Premio-Pessoa-e-especialista-em-biodiversidade-e-alteracoes-climaticas

Para saber mais:

https://www.publico.pt/2018/12/14/ciencia/noticia/premio-pessoa-2018-1854722