À Margem (Junho 2019)

Documentário: O Nosso Planeta

Uma incrível jornada por este lugar extraordinário que chamamos de lar. Usando tecnologias de ponta, “Nosso Planeta” foi e filmado em mais de 50 países. Das selvas mais remotas aos oceanos mais profundos, você vai descobrir as conexões que todos nós compartilhamos com a natureza. Com narração de David Attenborough, “Nosso Planeta” teve estreia mundial em 5 de Abril de 2019

Projecto de Vida: Wildlings

https://wildlings.pt/pt-pt/

Um grupo de jovens de várias nacionalidades que vive na região Centro lançou, em parceria com artistas europeus, o Wildlings, um projecto que mostra a beleza do Pinhal Interior e convida ao repovoamento do interior do país.

O projecto ganhou forma numa plataforma digital que agrega educação ambiental, informação sobre projectos comunitários ecologicamente sustentáveis em Portugal e no estrangeiro, bem como uma websérie com seis episódios que retrata jovens a morar na zona da Serra do Açor, no distrito de Coimbra, fortemente afectada pelos fogos de 2017.

Revista: Wilder – Rewilding your days

https://www.wilder.pt/

Criada em 2015, a Wilder é uma revista online diária  independente dedicada ao jornalismo de natureza.

“Escrevemos sobre conservação da natureza, naturalistas, Ciência (incluindo a Ciência Cidadã), livros, fotografia, desenho e História Natural. Damos-lhe sugestões do que não pode perder em cada estação do ano e de como se tornar um perito nas espécies que mais gosta. E sobre o que pode fazer para ajudar a natureza em Portugal. A nossa missão é inspirá-lo a apreciar a natureza e a melhorar a biodiversidade, através de conteúdos de elevada qualidade editorial que lhe sejam úteis.” (https://www.wilder.pt/a-wilder/)

Projecto de Educação Ambiental: Âncora Verde

O Âncora Verde é um projecto de educação e sensibilização ambiental que tem como mote informar sem julgar e promover mudanças de comportamentos e uma maior consciência ecológica por parte dos seus leitores. É um espaço de partilha: partilha de projectos, de pessoas, de boas práticas, de estilos de vida, de informaçãoo. É um espaço que não se encaixa numa definição, mas que se rege por valores ecológicos, éticos e de sustentabilidade. É um espaço para agir. É um espaço para começar. (https://www.ancoraverde.pt/sobre/)

Site: UniPlanet

https://www.theuniplanet.com/

Nascido em 2009, o site UniPlanet (anteriormente “O Único Planeta que Temos”) conta já com 9 anos de divulgação de temas importantes para a nossa sociedade como a sustentabilidade, os direitos humanos e dos animais, a alimentação saudável, a agricultura biológica e a mobilidade urbana. Venceu, em 2010, dois prémios na categoria Ciência e Ambiente e o prémio “Revelação” e, entre 2011 e 2012, conquistou 3 edições do LX Sustentável, patrocinado pela Siemens, com o apoio dos seus leitores.

Queremos partilhar histórias que nos inspirem a fazer escolhas mais conscientes e sustentáveis e a criar um mundo melhor. (https://www.theuniplanet.com/p/sobre.html)

Associação: ANP “Associação Natureza Portugal” (ligada à World Wide Fund for Nature)

https://www.natureza-portugal.org/

A missão da ANP, em associação com a WWF, é a conservação da biodiversidade nacional e ecossistemas florestais, a protecção da biodiversidade marinha e a promoção da sustentabilidade das pescas, a conservação dos ecossistemas de água doce e seus recursos hídricos. A ANP intervém ainda sobre o tema das alterações climáticas e na promoção do consumo sustentável. A WWF tem como missão há mais de 50 anos proteger o futuro da natureza e o planeta, sendo a maior organização independente de conservação da natureza a nível mundial. Tem sede na Suíça, escritórios em 100 países e cinco milhões de associados de todos os continentes. Começou a trabalhar em Portugal na década de 1990.

Recensão do livro: DEPOIS DA QUEDA- A União Europeia entre o reerguer e a fragmentação, Viriato Soromenho-Marques, Temas e Debates, Círculo de Leitores, Lisboa, Abril 2019

Há muito anos que o filósofo Viriato Soromenho-Marques se dedica às diferentes áreas da problemática ambiental. Chegou mesmo a ser presidente da QUERCUS, entre 1992 e 1995. Este seu compromisso levou-o a diferentes fóruns internacionais, particularmente na Europa.

Relevantes são os seus ensaios sobre questões climáticas e de cidadania na União Europeia.

Depois de Portugal na Queda da Europa, publicado em 2014 (Temas e Debates, Círculo de Leitores), no qual aborda o movimento de queda da União Europeia, Soromenho-Marques regressa ao tema, insistindo «a UE jaz à beira de um declive para onde resvalará se o presente rumo não for alterado».

DEPOIS DA QUEDA- A União Europeia entre o reerguer e a fragmentação integra em três objectivos «o sentido de urgência» em que os europeus da UE se encontram. Antes, é necessário prestar atenção às advertências do autor: «[…] para sobreviver, os países e os povos que a integram [a UE] têm de enfrentar a verdade do fracasso do método e das políticas que nos conduziram à situação cada vez mais caótica em que nos encontramos.» E aqui o Brexit não é banido, até porque ele constitui «o indicador mais evidente de que o projecto de unir a Europa a partir das ruínas de 1945, que se consolidou no actual edifício da União Europeia, já não funciona.»

Os Governos, anota Soromenho-Marques, esqueceram (ele assevera de modo mais virulento «espezinharam») «princípios essenciais da democracia representativa, como é o caso da separação de poderes e do respeito pelos direitos humanos fundamentais», resultando na ascensão de «forças populistas dotadas de um programa niilista e vazio de alternativas». E aqui não se esquecem a questão dos migrantes, a falta de uma «posição coordenada» dos países membros diante das posições dos EUA, da China e da Rússia, relativamente à UE, e o protesto social, que de França, anota o autor, mostra «enorme potencial de expansão a outros Estados-membros.»

Então, «o sentido de urgência» do livro ergue-se nos seus três objectivos: o primeiro, que se prende com a falta de resolução dos problemas, preferindo-se «arrastá-los no tempo», entronca em diversos momentos da história da UE, como por exemplo a génese do euro ou, ainda, «as delicadas questões entre alargamento e aprofundamento do projecto europeu».

O segundo objectivo, tem a ver com a «principal força de mudança positiva, potencial , para a resolução da crise», e que é «a refundação da zona euro», sustentada como factor de «vida ou de morte» do reerguer da Europa comunitária. E deste modo se avança para o terceiro objectivo: «uma escolha política que não pode ser adiada». Ou seja, os responsáveis das diferentes instituições comunitárias – Parlamento incluído -, que se decidiram, concordando com os «arquitectos do euro», por um «capitalismo de recorte neoliberal», terão de iniciar um processo definidor, claro e sem tréguas, sobre o «processo de declínio dos direitos sociais e económicos», o qual foi conseguido «através da cristalização legislativa das políticas de austeridade, desvalorização salarial e precarização dos vínculos laborais.»

Tudo isto resulta, garante Soromenho-Marques, porque os que «mandam hoje» na UE continuam «fechados no bunker das suas crenças e dogmas». Deste DEPOIS DA QUEDA- A União Europeia entre o reerguer e a fragmentação, não saem bem na fotografia os bancos, as famosas dívidas soberanas (inventadas, assume-se com fundamentações honestas), assim como as crises devastadoras que se lhes sucederam.