De vão-de-escada (Junho 2019)

Portugueses têm níveis 20 vezes superiores de Glifosato no sangue que outros europeus

Um estudo realizado com 26 voluntários portugueses, das regiões Norte e Centro do País, detectou a presença do herbicida Glifosato considerado “potencialmente cancerígeno” – na urina de todos os participantes, sendo que a concentração média foi de 26,2 mg/l por pessoa, cerca de “20 vezes superior” às que são encontradas, por exemplo, em cidadãos suíços e alemães. As conclusões foram apresentadas na reportagem “Erva Daninha” da RTP1. O glifosato é o herbicida mais vendido em Portugal. Este herbicida foi inventado nos anos 70, pela multinacional americana Monsanto. Hoje em dia, só em Portugal, há mais de 20 marcas que comercializam o glifosato (como, por exemplo, a Bayer). É um herbicida  total, não selectivo – o que quer dizer que mata qualquer tipo de planta (https://lusopt2016.blogspot.com/2018/08/portugueses-tem-niveis-20-vezes.html)

Portugal está “a viver de água que não tem”

A Associação Natureza Portugal, que representa a WWF, no país, alerta para má gestão e desperdício no consumo de água em Portugal, e faz recomendações a políticos, empresas e cidadãos, para inverter a situação. (…) Sublinhando que Portugal se encontra “parcialmente em situação de seca, devido a anos pouco chuvosos”, situação que é “agravada pelas alterações climáticas” (…).https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/portugal-esta-a-viver-de-agua-que-nao-tem-447602

Concentração de CO2 na atmosfera é a mais alta na história da humanidade

Nunca a concentração de CO2 na atmosfera foi tão elevada, revelam os dados registados este domingo pelo Observatório Mauna Loa, no Havaí. A medição – superior a 415 partes por milhão (ppm) – supera qualquer outro registo obtido nos últimos 800.000 anos, ou seja, desde antes da evolução do homo sapiens. (…) Os efeitos dos altos níveis de CO2 na atmosfera são devastadores, por impedirem o ciclo de arrefecimento natural da Terra. A libertação de CO2 e outros gases com efeito de estufa já levou a um aumento de um grau nas temperaturas globais e provavelmente implicarão um novo aumento, se não forem tomadas ações imediatas mais drásticas. (https://expresso.pt/sociedade/2019-05-13-Concentracao-de-CO2-na-atmosfera-e-a-mais-alta-na-historia-da-humanidade#gs.ed2ea9)

Rios secos, terra árida: o aquecimento global leva ao suicídio agricultores indianos

Nos últimos 30 anos, quase 60 mil agricultores indianos retiraram a própria vida em consequência das alterações climáticas. Após vários anos de colheitas falhadas e de sucessivos créditos insolventes, o agricultor indiano Radha Krishna não encontrou outra saída. Em 2017, em Ammangudi, diante do banco onde contraiu os referidos empréstimos, ingeriu o mesmo pesticida que utilizara no último plantio. Teve uma morte lenta e agonizante. (…) O que está no cerne do problema? A explicação pode não parecer óbvia, mas o fotógrafo Federico Borella, vencedor da última edição do concurso Sony World Photography Awards com o projecto Five Degrees, responde sem qualquer hesitação: “Na origem estão as alterações climáticas”. (…) O período que se segue à semeação é aquele que provoca, nos agricultores, maior ansiedade. “É nesta fase que a maioria dos suicídios decorre”, explica o fotógrafo. O vislumbre de mais um cultivo falhado torna-se quase palpável em dias que marcam temperaturas mais altas; em consequência, “a agonia” dos agricultores e a “vergonha que sentem perante a família e a sociedade, em geral” agudiza-se e torna-se, para muitos, insuportável. (https://www.publico.pt/2019/05/21/p3/noticia/rios-secos-terra-arida-o-aquecimento-global-leva-ao-suicidio-1871872)

Europa salienta o mau papel dos motores a gasolina

Os responsáveis pelo ambiente na União Europeia (UE) estão cada vez mais assustados com o resultado que as suas decisões tiveram no ambiente. 2017 foi o primeiro ano em que o volume de dióxido de carbono (CO2) emitido para a atmosfera voltou a aumentar, desde que uma série de medidas destinadas a contê-lo foram implementadas em 2010. E se 2017 foi mau, a situação piorou em 2018 e promete agravar-se ainda mais este ano. (…) À boleia do Dieselgate, a UE iniciou uma perseguição aos motores a gasóleo, em vez de correr (e punir) apenas com os que ilegalmente poluíam mais do que deviam. As ameaças da UE tiveram como consequência (óbvia) um virar de costas às unidades a gasóleo, por parte dos clientes, em favor daquelas que queimam gasolina. Só em 2018, a procura por modelos a gasolina aumentou no continente 6,5%. Ora, como os motores a gasolina emitem mais CO2 do que as unidades a gasóleo, o volume deste gás lançado para a atmosfera aumentou, atingindo em 2017 uma média de 118,5 g/km por veículo, ou seja, mais 0,4% do que no ano anterior.