Bem-vind@s

Durante este confinamento forçado muito se falou, mostrou e dialogou sobre a sua causa, o Coronivirus-19, os pressupostos das razões da sua origem, os seus efeitos, a todos os níveis, não apenas sociais, culturais e económicos; familiares e de sustentabilidade relacional; ou, de “efeitos secundários” no modelo de vivermos…

Parece-nos que em tudo se encontrava motivação para lançar desafios, dar opiniões (mais ou menos fundamentadas), mostrar novas ideias de negócios, de relacionamentos, de agir em contextos tão diversos como a Escola ou o modelo de transportes, incluindo as questões relacionadas com o modo de utilizar o planeta. Tudo teve o seu espaço, e tempo. Tudo foi respirado como o “dejá vu”, como fantástica ideia, como incontestável ou idiotice. Para tudo, e para todos, houve lugar. Ou talvez não?

E agora, na recta final desta quarentena, quase global, não fará sentido procurarmos dar espaço ao FUTURO. O futuro entendido como espaço de experiência, de busca e intensidade reprimida, porque não sabemos o que aí vem?

Pensemos, não trata de abordar o FUTURO a um longuíssimo prazo, como por exemplo: como os jovens vão transpor a realidade agora experimentada para as suas vivências de adultos ou mesmo como se vai reproduzir, a partir deste confinamento, o modelo de relacionamento laboral, particularmente quando (quase) se chegou à conclusão de que, afinal, a tecnologia «comanda a vida». Ou talvez também, mas a partir de uma reflexão “mais próxima” de futuro; deste que nos baterá à porta daqui a meio mês, e já repetido e experienciado no tempo reclusão pandémica…

No reino dos seres vivos, o ser humano é o único que sabe que há futuro. Se os humanos se preocupam e esperam é porque sabem que o futuro existe, que ele pode ser melhor ou pior e que isso depende, em certa medida, deles próprios. Mas saber isto não implica que eles saibam também, o que devem fazer com esse saber. 

Este é o rastilho que se propõe para início de uma tertúlia, não de conhecidos, nem tão pouco de desconhecidos, mas de Pessoas reconhecendo primeiro que singularmente só terão futuro, a partir do relacionamento – quantas vezes agora experimentado, no confinamento, de modo pouco relacional –, depois, que o Futuro é uma experiência, cuja existência não se consumará somente pelo desejo, pelo sonho ou imaginação, mas sobretudo a partir do nosso quotidiano…

Comecemos este futuro de TERTÚLIA, para lhe dar corpo quando nos for possível encontrarmo-nos “corpo a corpo” e aí, (re)começarmos este processo de conversação com novas, e futuras, TERTÚLIAS.